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Temos a tendência de esquecer as grandes bênçãos do SENHOR enquanto estamos desfrutando delas. Quando Israel estava prestes a entrar na terra prometida, Moisés várias vezes aportou o povo a que não se esquecesse de onde tinha vindo - do grande livramento da escravidão do Egito…
“guarda-te, para que não esqueças o Senhor, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão.” (Deuteronômio 6.12)

… da provisão ao longo dos 40 anos andando pelo deserto e de todas as vitórias que Deus os havia dado.

“… porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado” (Deuteronômio 5.15)

O nosso calendário tem datas e eventos especiais par anos ajudar a recordar pessoas ou eventos que merecem ser lembrados. Hoje é o dia dedicado aos nossos pais terrenos, o dia em que devemos honrá-los e demonstra nossa gratidão por eles.

Aproveitado a ocasião desse dia dos pais, gostaria de mover nossa atenção para nosso Pai Celeste, o Pai santo, amoroso e perfeito que está nos céus. Aquele que nos criou, nos sustenta, todas as manhãs renova sobre nós a Sua misericórdia. O nosso Pai eterno de amor infalível, Aquele de quem Davi diz… “Porque, se meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me acolherá.” (Salmo 27.10)

O texto que vamos meditar é a conhecida parábola em Lucas 15. Essa parábola é conhecido como a Parábola do Filho Pródigo, mas uma melhor designação seria a Parábola do Pai Amoroso.

Leitura de Lucas 15 -

O contexto desse texto inicia -se em 15:1-2. Os fariseus e escribas estravam ressentidos porque Jesus recebia pecadores e comia com eles. Como podia? Como ele podia se chamar Filho de Deus se ele não se preocupava em ficar longe dos pecadores? Como era possível ele ser amigo de publicanos e pecadores?

Os fariseus estar certos em ver o pecado com algo sério, destrutivo e repulsivo. Mas eles, na ilusão de que eram justo, não entendiam por que Deus se interessava por miseráveis pecadores. Eles não compreendiam a misericórdia do Deus, que busca os perdidos.

Por causa da acusação e descontentamento dos fariseus, Jesus contou três parábolas com o mesmo tema: coisas ou pessoas são perdidas, procuradas, achadas e celebradas.

Hoje sendo o dia dos pais é uma boa ocasião para lembrar que…

“Devemos nos alegrar com a salvação que nos foi dada pela misericórdia do nosso amoroso Pai Celeste”

A parábola fala de um pai amores e seus dois filhos perdidos. O que perdido fora de casa e outro perdido dentro de casa. O primeiro lembrando os “pecadores e publicanos”, o segundo lembrando os fariseus e escribas.

- De que maneira essa parábola enfatiza o amor do Pai celeste?

I. O AMOR DO PAI POR UM FILHO QUE O FERIU COM SUA REBELIÃO (11-24)
11 Continuou: Certo homem tinha dois filhos; 12 o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres. 13 Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. 14 Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. 15 Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos. 16 Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada. 17 Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! 18 Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; 19 já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores. 20 E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. 21 E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. 22 O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; 23 trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, 24 porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se.

Como vemos o grande amor do nosso Pai?
A. Na rebelião do filho (11-16)
Fase 1: Deslumbramento (11-13)
v. 11 - “Certo homem tinha dois filhos…”
tinha… como a ovelha e a moeda perdida, o fiho não lhe pertencia… todo filho deve sua vida ao pai, por isso, pode ser visto como parte dos bens do pai. Isso torna atitude desse filho tão deprimente.

v. 12 - "Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres"
Esse jovem não se sente confortável com a presença e autoridade do pai. Ele está impaciente, quer ser seu próprio dono. Esse sentimento egoísta e desejo de independência é a força por trás da motivação do filho.
Ao pedir sua parte da herança o filho está desejando a morte do Pai. Esse está dizendo: “eu não me importo que os senhor esteja vivo. Meu desejo é o senhor tivesse morrido”
v. 13
“13 Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente”.
O jovem queria se distanciar do pai o mais possível. Ele não somente se afasta fisicamente, mas também se afasta social e espiritualmente. Ele leva uma vida que completamente contrária àquela que seu pai desejava.

Fase 2: Padecimento (14-16)
“Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte.” (Provérbios 14.12)
As coisa não foram como pareciam. O sonho dourado de uma vida feliz e próspera no pecado, começa a se tornar um pesadelo. A promessa de liberdade terminou em escravidão, a promessa de sucesso terminou em decepção; a promessa de vida terminava em morte.
v. 17
"Então, caindo em si” - é o momento em que ele se livra da insanidade.
"Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome” - Se o jovem tivesse olhado apenas para seu situação, teria caído em desespero. O que realmente lhe motivou a retornar foi a lembrança da bondade do pai.
A situação difícil ajudou aquele rapaz a ver o pai com outros olhos. Essa nova visão do Pai lhe trouxe esperança. Se o pai era tão bom para com seus servos, ele iriar receber o filho e perdoá-lo.
v. 18
“Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi…” - a disposição de agir indica a realidade do arrependimento. Sem ação, o reconhecimento do pecado causa apenas tristeza.
v. 19
“… já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores…”
O filho tem plena consciência de que não merece receber o amor de um filho. Ele decidiu renegar sua filiação ao pedir sua parte dos bens.

B. Na restauração do filho (19-20)
v. 20
“E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou.”
Aqui vemos que o pai estava esperando o retorno do filho, pois ele o avista ainda de longe.
No Oriente é desonroso para um homem correr, mas esse pai não se importa com os outros. Tudo que ele quer é acolher seu filho. Seu encontro e seu abraço protegem o filho da morte, pois segundo a lei esse fiho deveria ser apedrejado. O pai o abraça, pois se alguém tentasse atirar a primeira pedra o pai seria também apedrejado.

C. No regozijo com o filho
"22 O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés”.
O pai não deixou sequer que o filho completasse sua fala.
A melhor roupa era uma forma de honrar o filho, como Jacó fez com José. O anel e as sandálias eram sinal de homens livres, pois os servos não usavam tais coisas.
v. 23
“…trazei também e matai o novilho cevado” .
Tudo indica que esse novilho fora separado para esse ocasião. Era o novilho que seria morto para celebrar uma ocasião muito especial na família.

I. O AMOR DO PAI POR UM FILHO QUE O FERIU COM SEU ORGULHO (25-32)

25 Ora, o filho mais velho estivera no campo; e, quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. 26 Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo. 27 E ele informou: Veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde. 28 Ele se indignou e não queria entrar; saindo, porém, o pai, procurava conciliá-lo. 29 Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos; 30 vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado. 31 Então, lhe respondeu o pai: Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu. 32 Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.

Ouvindo até aqui, os fariseus e escribas estavam tranquilos, pois a parábola havia tocado apenas nos publicanos e pecadores, naquele que eram reconhecidos por sua vida desregrada e dissoluta.

Mas Jesus continuou mostrando o problema do "bom filho" que ficou em casa.

Quais os problemas desse filho?

A. Falta de misericórdia para com o irmão. Ele não admitia que o pai recebesse esse filho que havia desperdiçado os bens da família. Ele merecia ser punido pelo que fez! Mas ao invés disso, o pai lhe fez uma festa.

Apl. Eu não sou melhor do que nenhum pecador. Se existe algo de bom é mim é somente por causa da misericórdia de Deus.

B. Orgulho por se achar justo… “29 Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos"

Ele era trabalhador, obediente, tinha amigos, etc. Era uma pessoa boa!

Ele não tinha misericórdia, porque não se via carente de misericórdia. Ele acanha que tinha direito ao amor do pai, porque ele era bom… exatamente como o jovem rico!

O conceito de justiça deles era diferente do conceito de Deus. Para ser considerado justo eu preciso atingir o padrão de Deus, que é impossível. Nunca vamos cumprir toda lei de Deus sem tropeçar em um só ponto…

Ele achava merecedor dos recursos do pai porque ele fazia por merecer. Na verdade essa era sua motivação para ser “um bom filho”. Esse filho tinha de que se gloriar… Ef. 2:8-9

Aplica. Eu não sou bom. Rom. 3:10ss

CONCLUSÃO / Aplicações…

O filho mais novo lembra nossa situação quando Deus primeiro nos encontrou.

O filho mais velho fala sobre o perigo de, depois de salvos, nos acharmos merecedores de salvação e não mais nos alegramos em ver os perdidos sendo achados por Cristo. Podemos cair no erro de esquecer a nossa condição antes de Cristo nos achar - “… naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.” (Efésios 2.12)

Se Deus de tal maneira nos amou, devemos nos alegrar e esforçar para que os pedidos sejam salvos.

Pr. Jenuan S. Lira