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No mês dos namorados, normalmente pessoas tem a oportunidade de entrevistar casais e perguntar o que ele/ela (marido ou esposa) significa pra o outro. “O que ela significa para mim?” Ela é meu chuco-chuco!” A mulher riu, ninguém sabia muito o que chuco-chuco significava e o microfone foi passado para as mãos dela. “E ele” perguntaram, “o que ele significa para você?” “Ele é o meu taran-tan-tan!” Algumas vezes não pensamos sobre coisas assim, e acabamos respondendo à perguntas sérias como essa de maneira a mais superficial possível.

Infelizmente, fazemos algo assim com Deus. O que Deus significa para mim? E clichês religioso e vazios viriam à tona. “Ele é tudo né?” Sem Deus a gente não é nada!”

Agostinho foi convertido ao Senhor quando adulto e depois seria conhecido com o bispo de Hipona, viveu no sec. 4. Em suas Confissões ele narra (em primeira pessoa) o caminho de sua conversão. O que Deus significa para mim?” Agostinho responde assim no início de sua obra.

Quem me dera descansar em ti! Quem me dera que viesses a meu coração e que o embriagasses, para que eu me esqueça de minhas maldades e me abrace contigo, meu único bem! Que és para mim? Tem piedade de mim, para que eu possa falar. E que sou eu para ti, para que me ordenes amar-te e, se não o fizer, irar-te contra mim, ameaçando-me com terríveis castigos? Acaso é pequeno o castigo de não te amar? Ai de mim! Dize-me por tuas misericórdias, meu Senhor e meu Deus, que és para mim? Dize a minha alma: Eu sou a tua salvação. Que eu ouça e siga essa voz e te alcance. Não queiras esconder-me teu rosto. Morra eu para que possa vê-lo para não morrer eternamente. (Confissões, Capítulo V)