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Entre os esconsos das gavetas, Francisco Mota Saraiva e João Dinis descobrem um velho álbum de fotografias que contém nele os cheiros, as cores e os sons de um afluente do Mékong que transborda o relato de um desejo clandestino e que comporta em si um amor impossível e transgressor que ficou por cumprir.

De cariz marcadamente autobiográfico, “O Amante”, de Marguerite Duras, publicado em 1984 e Prémio Goncourt, é a expressão de um “rosto destruído”. Este exercício de memória e de beleza, entre a ficção e factos nunca revelados, abre-se como uma passagem, como um abismo que nos seduz em que cada palavra, em cada parágrafo; um convite a descobrimos todos os rasgos que percorrem as nossas vidas como feridas insaráveis.

Para celebrarem o aniversário do João Dinis, os anfitreões deste podcast decidiram abrir um PGA, da Bairrada, tinto, de 2022. Não sabemos se pelo livro ou se pelo vinho, ficaram de rastos e entregaram-se à morte misteriosa dos amantes das artes literárias e vinícolas.