Bom Ano! Francisco Mota Saraiva e João Dinis, perante a ausência completa de adultos, entram em 2026 ligeiramente tocados pela soturnidade e pela melancolia do regresso à infância, à procura de um Deus qualquer que lhes cale o medo e lhe acalente a esperança, não apenas para o novo ano, mas também para Humanidade.
Depois da recusa de mais de 20 editoras, William Golding, veterano da II Guerra Mundial e pessimista assumido, publicou, em 1954, “O Deus das Moscas” – um retrato fortíssimo, inteligente e acutilante sobre a ordem e o poder e a decadência das sociedades modernas.
Uma parábola construída a partir de um conjunto de crianças rapazes que se encontram sozinhos numa ilha e que lutam pela sua sobrevivência e sentido de existência.
Para este episódio, convidaram Hitler, John Locke e um rapazinho chamado Piggy, à roda de um clássico vinícola, um Esporão, branco, reserva, de 2024, e servido nuns copos magníficos oferecidos pela sua amiga Sofia.