Se o mundo acabasse à narigada, certamente que Francisco Mota Saraiva e João Dinis não teriam como derrotar Nikolai Gogol, o autor de “O Nariz”, pois, também este, era muito cioso do seu.
Publicado em 1835, “O Nariz” é um conto satírico em que um assessor de colégio, o major Kovaliov, desperta uma manhã sem nariz e descobre, para espanto seu, que ele desenvolveu uma vida própria, passeando pela cidade de São Petersburgo, até se tornar Conselheiro de Estado. Impossível? Nascido no dia 1 de Abril, Nikolai Gogol terá dito: «Acreditem nas minhas palavras. Eu próprio não me atrevo a duvidar delas».
Entre lógicas invertidas, cambalhotas mentais e bananas de Basquiat, os nossos anfitriões dançam ao som da valsa de Shostakovitch e servem-nos um tinto Beta, da Bairrada, de 2021. Como manda o figurino, antes de provar, há que cheirar!