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Francisco Mota Saraiva e João Dinis, quais Narciso diante do espelho, vendem a sua alma ao diabo para nos falarem novamente sobre o que mais gostam: livros, vinho e morte; e “O Retrato de Dorian Gray”, de Oscar Wilde, publicado em 1891, dá o mote neste dia de nevoeiro em que ficamos a conhecer o extraordinário e belo jovem Dorian Gray que, influenciado por um homem mais velho e imoral, Lord Henry Wotton, se predispõe a uma ideia de arte e sensualidade.

Num esconso quarto de sótão, um quadro envelhece, revelando cada um dos pecados de Dorian enquanto este se mantém jovem e bonito. Até quando?

Os nossos anfitriões não estão para censuras e julgamentos e servem-nos um belíssimo Lupucinus, do Douro, de 2021, e que entra muito bem com um cozido à portuguesa. Como disse Oscar Wilde, no leito da sua morte, estamos a «viver acima das nossas possibilidades».