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Galera, esse é um tema mais pesado e Acadêmico, então tentei tratá-lo respeitando sua complexidade, não há como fazer um vídeo sobre esse tema sem considerar certo rigor de análise, por isso quem tiver paciência de ouvir certamente vai compreender mais claramente as motivações dos atuais movimentos de massa que falam em nome de minorias e irão perceber o quanto os filósofos estão na vanguarda dos processos históricos...
**************Fonte: História da filosofia - Tomo 6 - Giovanni Reale, e obras dos autores de Frankfurt.****************
Em seu livro "O homem unidimensional", Marcuse afirma que a sociedade industrial chegou a um ponto onde a burguesia e o proletariado, classes responsáveis pelo movimento da história, deixam de ser agentes transformadores da sociedade para se tornarem agentes defensores do status quo. Os avanços da técnica solucionaram tantas pequenas necessidades, tornaram a vida destes grupos tão confortáveis, que o ímpeto revolucionário desses grupos cessou. Ao mesmo tempo, a técnica possibilita um controle social cada vez mais aperfeiçoado, e se torna não um instrumento neutro, como se acreditava anteriormente, e sim engrenagem central de um novo sistema de dominação. E se o proletariado não é mais "sujeito revolucionário", grupo em oposição à sociedade hegemônica, que grupo social o será? De acordo com Marcuse, isso cabe àqueles cuja ascensão não é permitida pela sociedade moderna, aos grupos minoritários às margens da sociedade que o bem-estar geral não conseguiu (ou não se interessou em incorporar). Wiki- Marcuse