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Hayek - Por que não sou Conservador

*Texto na íntegra: https://mises.org.br/article/2375/por-que-nao-sou-conservador

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A falsa ideia em dizer que um conservador não pode ser liberal parte da CONFUSÃO terminológica a respeito do conceito que há nos EUA, e que se distingue, por exemplo, do Brasil. No EUA o Partido Libertário (em inglês: Libertarian Party) é basicamente o Liberal em nosso país, pautado em políticas não intervencionistas e de um Estado, se não mínimo, pelo menos, suficiente, mas nunca inchado. Já os liberais em terras estadunidenses são os socialistas (diga-se de centro ou às vezes mais extremados), considerando aqui, a maioria dos democratas (partido antagonista aos Republicanos). Se comparado ao Brasil, poderíamos ver no PSOL certa similaridade com este tipo de "liberalismo", evidentemente com muitas reservas. Há de se fazer portanto, uma distinção entre Liberalismo Social ou igualitário que é uma síntese entre o liberalismo clássico e o socialismo (com ênfase na ideia de justiça social), e o liberalismo não intervencionista, de tipo libertário nos EUA. Isso é um pouco confuso porque no Brasil os libertários, ou são de esquerda anarquista ou de uma "direita" anarcocapitalista que nega a legitimidade da instituição Estado (enquanto Governo centralizado). Portanto, Hayek era um libertário em termos americanos, assim como um admirador dos velhos Whigs (antigo partido Inglês de Edmund Burke) que vale ressaltar, era distinto dos novos Whigs (mesmo partido) que enfim apoiou a Revolução Francesa, coisa que Burke abominava. Com isso, Hayek não rechaça o conservadorismo de Edmund Burke, apenas questiona os excessos reacionários do conservadorismo europeu, inclusive do alto Tory, partido antagonista aos Whigs.