Ortega y Gasset - Perspectivismo
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Dirá Ortega: "Somos imigrantes ontológicos", em outras palavras, não somos, estamos sendo. Mas isso não faz com que o ser se defina meramente nas circunstâncias, mas sim que o auto determinado interage com o determinado, o primeiro em caráter de possibilidade e potências (coisas distintas) o segundo em termos de determinações passadas e não futuras.
Não é que não há ser (ou ente em via de maior precisão), mas que este ente está se modificando e na verdade ele só poderia fazer isto na imanência histórica (supomos).
O valor do homem está pois vinculado a sua estrutura, possibilidades e potências. Da estrutura é a valoração de todos os seres da espécie humana, da possibilidade o auto determinismo, da potência o ser em ato, realizado.
Há, às vezes, o ataque da imposição da condição sobre o eu, mas isto não implica que se perca o eu, ele pode ser afetado mas só destruído na morte, isto enquanto mera persona, o que não implica a descrença na imortalidade da alma. Fato é que o sujeito pode lutar contra a imposição da condição e fazer um esforço que chamarei de milagre, vide o testemunho de Viktor Frankl, quando este fala a respeito dos sobreviventes dos campos de concentração nazista. Este é o milagre do espírito humano contra o ataque da imposição do passado ou do presente contínuo...
O que Ortega apregoa enfim, é a reflexão da razão vital/histórica (não cartesiana) sobre as miríades de perspectivas, mas principalmente de suas próprias experiências, em via de não subestimar a si e aos outros. Tal é valorizar a experiência do ente dizendo - isto é verdade - visto que nenhuma experiência humana é uma mentira, mas também esclarecendo a razão não só de um mas de muitos frente a vida, o que corrobora com a objetividade de um mundo fora de nós e não do relativismo aporético e solipsista.
Recomendo o Artigo: A contribuição do pensamento de José Ortega y Gasset sobre o tema da vida na filosofia contemporânea - Edson Ferreira da Costa