O marujo de Amsterdam é um conto de Guillaume Apollinaire (1880-1918), o italiano que é um dos mais reconhecidos escritores em língua francesa, criador da palavra “surrealismo”. Nascido Wilhelm Albert Apolinary de Waz-Kostrowcki, utilizou o pseudônimo Guillaume Macabre em seus primeiros escritos, antes de assumir a autoria que ficou famosa no começo do Século XX. Neste drama curto e intenso, o marujo holandês Hendrijk Wersteeg desembarca na Inglaterra e, em terra firme, com o intuito de vender um papagaio, um macaco e alguns tecidos, acaba numa lúgubre casa de campo retirada, na qual é vítima de uma “emboscada"que envolve a bela e jovem Lady Finngal, com um homem suspeito e desconhecido. Sobressai-se na história o papagaio que repete: “Harry”, eu sou inocente”. Apollinaire envolveu-se profundamente com as novas tendências da literatura e da arte na França, morando em Mônaco, Nice, Cannes, Lyon e Paris, onde falece aos 38 anos, vítima de gripe espanhola, em novembro de 1918, mas após já vir de uma convalescença do ferimento na têmpora direita, enquanto Tenente do Exército Francês durante a Primeira Guerra Mundial. Assim, ele figura entre o único poeta francês a lidar com a experiência da guerra, o que lhe rendeu versos em Calligrames (1918). Boa leitura!
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