Dias Toffoli passou o ponto. Já não é mais o presidente do Supremo Tribunal Federal – STF. Até setembro de 2022 a pauta da Suprema Corte será coordenada pelo ministro Luiz Fux, no plenário há quase 10 anos desde sua indicação pela ex-presidente Dilma Rousseff em 2011. Fux é o mesmo da liminar “ad infinitum” que garantia bonificações como auxílio-moradia a magistrados e membro do Ministério Público e também aquele que recebeu o status de pessoa de confiança da turma da Lava Jato de Curitiba. O que sai leva consigo dois anos de muita turbulência institucional, da qual fez questão de figurar entre seus protagonistas. O que chega, ainda que diga em discurso esperar e trabalhar pelo contrário, terá de lidar com situações da mesma ou maior estatura. No Brasil fático, em que as decisões são tomadas conforme a conveniência dos atores, com certeza, não é possível esperar por diferença para melhor no trato com as questões de última instância. Neste #RedaçãoJC, os cronistas Claudio Porto, Guilherme Azevedo, Jonas Carreira e Ulisses Santos trocam uma ideia a respeito da chegada de Fux à presidência do STF, da recente diligência da operação Lava Jato do Rio contra advogados de Bolsonaro, Lula e Witzel, além da triste situação das queimadas no pantanal brasileiro.