A esperança do recomeço
Mas numa dor que desconheço
Ou que fujo desde o começo
A esperança do não sentir
De as vezes só existir a possibilidade do não ir
Do não ter
De não ver
Se não viver
Terrível é que já te vi
Sentado a janela a sorrir
Enquanto o sol te tocava
E seus olhos iluminava
Até a noite surgir
Ainda vejo
Nas lembranças de uma noite sem “fim”
Que não acaba num adeus
Mas que ecoa nos passos do existir