Silencio. A floresta escura se aquietou completamente ante a presença de um ser sombrio, sua energia vital teria feito com que todas as plantas, insetos e demais formas de vida perecessem. Mas aquele lugar todo era revestido de uma magia de preservação, o que impedia que qualquer agente externo maligno causasse qualquer tipo de dano. O zunido de uma flecha cortou o espaço entre as árvores fazendo com que os pequenos animais se escondessem. Uma coruja, ao perceber que a árvore onde repousava foi acertada, bateu suas asas em retirada. Poucos instantes depois, no mesmo galho abandonado pela ave, um ser pequeno de olhos grandes se posicionou. Ele carregava consigo um arco dourado fosco e encarava com satisfação a seta brilhante cravada na madeira. — Eu vou jantar, eu vou jantar. Eu vou sim! Segurando a arma com os dentes podres ele se prendeu no tronco. Comemorando a própria sorte ele cantarolava as palavras anteriores a medida que descia até a flecha. — Ou, que azar você tem hehehehehe E com uma única puxada desencravou o projétil brilhante. A maioria dos seres que ali viviam não conseguiriam ver, mas na ponta daquela seta uma forma de vida translúcida agonizava. Aquela era uma fada, uma personificação da magia empregada naquela floresta densa e que, dois segundos depois, foi totalmente engolida por aquele goblin sombrio. — Delicioso. Voltando para o alto da árvore, o diminuto começou a olhar em volta. Ele não estava com fome realmente até porque sua espécie não se alimentava de fadas, na realidade seus semelhantes nem sequer podiam vê-las. [...]