Não venhas com essa estória de que estou no armário;
não tenho medo
de limpar o cu usando o dedo,
só não acho necessário,
enfio o sabonete,
mais aliviante porrete
- Imagino que seja de maior limpeza,
mas quanto ao alívio, não tenho certeza;
penso que é comprar abóbora por rabanete,
Lúcifer por diabrete,
fazer o sabão de cacete.
Não digas cousa tola,
não se trata de esbregue de rola;
não o faço com ou por desejo,
apenas creio no sabão como melhor ensejo;
é como aquele beijo
que vem depois da garrafa de rum,
tem a seriedade de lundum
- Sim, entendo,
não hei aqui de cometer ato horrendo,
não estou incubido
de destituir o teu tesão proíbido;
o segredo que se esconde em si mesmo,
intensifica o ejaculante tenesmo.