EDITORIAL 25/07/2020 - Vinte e cinco de julho é o dia latino-americano e caribenho da Mulher Negra. No Brasil, desde 2014, nessa data se comemora também o Dia Nacional Tereza de Benguela. Tereza, a rainha, viveu no século XVIII no Vale do Guaporé, no atual estado de Mato Grosso. Fez jus à linhagem de mulheres negras que protagonizaram a luta pela liberdade no período da escravização. Teresa de Benguela liderou o Quilombo de Quariterê, que resistiu da década de 1730 ao final do século e era reconhecido por abrigar negros e indígenas, relembrando a necessária relação de irmandade entre o povo negro e indígena no Brasil. Mas qual a importância de um dia específico para as mulheres negras? A resposta se encontra na permanente exclusão delas do acesso à sobrevivência digna no Brasil e em todas partes do mundo. Mas ao falarmos sobre essas mulheres, nos referimos também a uma potência histórica na organização da resistência social e na resiliência do povo brasileiro, que conformam um expressivo arcabouço de estratégias políticas na luta pela vida da maioria da população em nosso país.