O Chile foi às urnas no domingo, 16, para a escolha dos deputados e deputadas constituintes e também para a eleição de governadores e prefeitos. Resultado representou uma derrota para a direita do país e mostrou a força das candidaturas independentes. Ao contrário das previsões do governo e das instituições, a direita pinochetista não conseguiu atingir o resultado de 1/3 das cadeiras, que permitiria usar do poder de veto, diante de propostas que representassem mudanças estruturais no texto da Constituição. Com 99,1% dos votos apurados, a coligação Vamos por Chile (XP) obteve apenas 20,56% dos votos, e precisará buscar apoio entre constituintes de partidos tradicionais e que já estiveram também no governo, como o Partido Democrata Cristão, para exercer o poder de veto em temas específicos.