EDITORIAL | De forma inédita na história do Brasil, houve a demissão, de uma vez só, do ministro da Defesa (Fernando Azevedo) e dos comandantes das Forças Armadas — Edson Pujol, do Exército, Ilques Barbosa, da Marinha, e Carlos Bermudez, da Aeronáutica. Ordenada por Bolsonaro, a inesperada mudança no alto comando militar ocorreu na esteira de outras trocas ministeriais. Houve a saída do olavista Ernesto Araújo do Ministério das Relações Exteriores, a entrada da deputada do centrão Flávia Arruda (PL) no comando da Secretaria de Governo e a posse de Anderson Torres, amigo da família Bolsonaro, como novo ministro da Justiça e Segurança Pública. Na semana passada, foi anunciada a saída de Eduardo Pazzuelo do Ministério da Saúde, que foi substituído por Marcelo Queiroga, médico ligado a Flávio Bolsonaro.