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Girolamo Savonarola foi um padre e político italiano, muito importante para a história de Florença no final do século XV.

Nascido em Ferrara (Emília-Romanha), em 1452, era filho de um rico comerciante e de uma mulher de origens nobres. Durante sua juventude estou dou medicina, mas acabou ouvindo o chamado da fé e tornou-se noviço em 1475, diácono em 1477 e padre poucos anos depois.

As "fogueiras das vaidades" eram grandes fogueiras que o frade promovia em praça pública,  onde convidada a população a se livrar de bens de luxo, queimando na fogueiras símbolos da decadência dos costumes como perucas, espelhos, roupas luxuosas, livros e obras de arte que não tivessem cunho religioso e que levassem à degradação dos costumes. A fogueira das vaidades mais famosa foi realizada no dia 7 de fevereiro de 1497, durante o Carnaval daquele ano.

Foi também Savonarola que promoveu uma grande reforma no Palazzo Vecchio, encomendando a construção de um grande salão que deveria comportar 1500 parlamentares em 3 turnos diferentes, sala que conhecemos hoje como Salão dos 500.

Os sermões inflamados do padre contra o papa acabaram por decretar a morte do monge. Irritado com as críticas de Savonarola, o papa Alexandre VI ameaça excomungar toda a cidade de Florença. A República de Florença fica encurralada e acaba capturando Savonarola, que é enforcado e depois queimado em praça pública, em frente ao Palazzo Vecchio, no dia 23 de maio de 1498, exatamente em frente onde hoje há a Fonte de Netuno. Para que não haja um culto a sua figura suas cinzas são jogadas no rio Arno e a cidade promove um "danatio memorie", apagando sua existência dos anais citadinos.