O trono de Judá estava vago, embora Jotão, o filho do rei, agisse como regente durante a enfermidade de seu pai. Era um tempo de crise e transição para Judá. A morte de Uzias veio como uma decepção para o jovem profeta em relação às suas esperanças para a nação, e acabou se tornando uma crise no seu ministério.
Isaías tinha vivido durante os últimos vinte anos do reinado de Uzias (52 anos de reinado). Havia uma aparente prosperidade material exterior, mas muita corrupção interior. O rei, tendo profanado a santidade do Templo, estava suportando a sua vida leprosa em reclusão (2 Cr 26.21).
A pergunta em relação ao futuro do seu povo deve ter incomodado grandemente o profeta. O terremoto havia apavorado Jerusalém e deixado na mente do jovem Isaías um sentimento obscuro de julgamento iminente. E, mesmo assim, acima do naufrágio das suas esperanças terrenas, rompe em sua alma a visão de Deus e do mundo invisível, onde doravante ele poderia esperar a realização dos seus sonhos terrenos despedaçados).