Por razões históricas, reinava entre judeus e samaritanos um grande ódio. Alguns motivos aparecem nas escrituras. Esse “ódio irreconciliável” entre judeus e samaritanos foi cultivado ao longo de quase mil anos de história. É possível que se tenha iniciado com a separação dos Reinos do Norte e do Sul, em 931 a.C.
A Bíblia está repleta de iniciativas e decisões que mudaram a vida de pessoas, países e gerações. Algumas foram complexas – como peregrinar por um deserto, empreender uma guerra ou enfrentar um gigante - outras foram mais simples – como parar ao longo de um caminho para ajudar um homem caído. Foram, porém, decisões transformadoras.
Erramos ao pensar que as decisões são tomadas com base em nossa vontade. Apesar de a vontade exercer um papel fundamental em nossas vidas, frequentemente ela não se mostra forte o suficiente para nos guiar em uma decisão acertada e transformadora. Quantas vezes tivemos sincera vontade de fazer algo notadamente de grande importância e não o fizemos? Decisões são mais frequentemente tomadas com base em nossos princípios – aquilo que determina o que cremos, que resume o nosso sentido de vida e nos impulsiona a fazer o improvável.
Lucas, no capítulo 10, apresenta-nos quatro personagens distintos na estrada entre Jerusalém e Jericó: um necessitado caído à margem da estrada, um sacerdote, um levita e, por fim, um samaritano. É nesta pequena história que encontramos o reflexo da nossa própria humanidade: virtudes a serem celebradas e o natural engano do coração que nos impede de ver o mundo com os olhos do Pai.