O apóstolo João faz uma transição da segunda vinda de Cristo para a sua primeira vinda. Ele deixa de falar do Cristo que virá para falar do Cristo que já veio. Ele faz uma conexão entre a manifestação da glória que acontecerá na segunda vinda para a manifestação que já aconteceu na primeira vinda. A base para um viver santo está fincada na obra que Cristo já realizou em sua primeira manifestação, e se consumará em sua segunda vinda, quando ele virá em glória. A obra de Deus, o Filho pode ser descrita de duas maneiras:
Jesus destrói a força do pecado e do diabo (3.5): “Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado.” Aqui a obra de remoção dos pecados do homem realizada por Cristo e a impecabilidade de sua Pessoa são maravilhosamente colocadas juntas. Jesus não veio para ignorar o pecado, desculpá-lo e considerá-lo inócuo, mas para levá-lo embora, remover sua força completamente.
Jesus destrói as obras do pecado e do diabo (3.8): “Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo.” O diabo é o pai do pecado. O pecado gera morte e o diabo veio para roubar, matar e destruir. Ele é assassino e ladrão. Ele é mentiroso e enganador. Ele é tentador e destruidor. Ele é a serpente sedutora e o dragão devorador. O Filho de Deus veio não só para tirar os pecados, mas para destruir as obras do diabo. Jesus desbancou os principados e potestades na cruz do calvário. Ele triunfou sobre o diabo e suas hostes. Ele expôs os principados e potestades ao desprezo. Ele esmagou a cabeça da serpente. A palavra grega katargeo, “destruir”, não significa aniquilar, mas privar de forças, tornar inoperante. A destruição foi uma “soltura”, como se essas obras diabólicas fossem correntes que nos prendessem. O diabo continua agindo, mas ele já foi derrotado e em Cristo podemos escapar à sua tirania.