O maior problema dos gentios era em relação à cruz. Para os gregos, a cruz era uma tolice, porque eles enfatizavam a sabedoria. Eles escarneceram da cruz. Mas Paulo pergunta: “Onde está o sábio? Onde, o escriba? Onde, o inquiridor deste século?” (v. 20). Paulo está dizendo que a sabedoria do homem não conseguiu atingir o conhecimento pessoal de Deus, e não levou o homem ao conhecimento da salvação. O tempo áureo dos gregos e dos romanos, e a filosofia de Sócrates, Platão e Aristóteles não lhes trouxeram iluminação espiritual. O apogeu da filosofia grega, na idade de ouro, o século de Péricles, foi considerado por Paulo como tempo de ignorância e cegueira (veja At 17.30). A sabedoria deles não os habilitou a conhecer a Deus nem a receber a salvação. Paulo diz que o evangelho era adequado para destruir o orgulho de judeus e gregos, para envergonhar o saber orgulhoso e a erudição dos gregos; e para derrubar aquela constituição sobre a qual os judeus se valorizavam e desprezavam todo o mundo, pois upara que nenhuma carne se glorie perante ele” (v. 29).