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Papisa Joana foi uma lendária pontífice da Igreja Católica, cuja existência é debatida até hoje. Seu reinado como papa, sob o nome de João VIII, teria durado de 855 a 858. Uma das fontes mais antigas da lenda, escrita no século XIII, afirma que Papisa Joana teria começado sua carreira religiosa como escriba, sido promovida a notária papal, até finalmente ser eleita como papa. Tudo isso disfarçada de homem. Durante a época das eleições papais, Joana já estaria grávida, e seu disfarce teria sido desmascarado da pior maneira possível: dando à luz durante uma procissão. Depois disso, a papisa teria sido arrastada para fora de Roma e apedrejada até a morte. Outra versão, também do século XIII, diz que Joana teria se apaixonado por um monge beneditino; disfarçada de homem, acompanhou-o por anos e aprofundou seu conhecimento na fé católica. Anos depois, teria se mudado para Roma e virado cardeal e papa. O final da história, no entanto, é o mesmo: gravidez, desonra e apedrejamento. Poucas são as fontes que destinam à Joana uma morte por causas naturais, e algumas alegam que teria morrido por complicações no parto. Com o passar do tempo, a história da Papisa Joana tomou tanta força que foi reconhecida como verdade pela própria Igreja durante o Século XV, e um busto chegou a ser exposto ao lado dos de outros pontífices na Catedral de Siena. Após muita controvérsia, a lenda passou a ser refutada pela Igreja durante o Século XVII. Atualmente, a maioria dos estudiosos e historiadores considera que a história seja, de fato, falsa, principalmente pelo lapso de tempo entre seu suposto reinado e o primeiro registro histórico mencionando-o. A discussão segue em aberto, e a história de Papisa Joana segue impressionando e sendo culturalmente influente. Um dos filmes sobre ela, lançado em 1972, foi protagonizado por Liv Ullman no papel da papisa.