"O diálogo é o novo nome da caridade" São João Paulo II.
O ser humano é um ser relacional. Faz parte da condição de ser humano essa capacidade de se relacionar. Dentro de um matrimônio, por exemplo, existe a escolha mútua da união, acolhendo toda a carga de herança do outro, seja o seu temperamento, cultura, educação ou relações anteriores. E nesse tipo de relacionamento, os esposos se unem a ponto de se doarem inteiramente um ao outro e por isso, é necessária uma grande transparência. Porém, nesse encontro pode haver conflitos e desafios. Aí entra a necessidade da boa comunicação que favorece e qualifica esse relacionamento. O mais importante é dar e receber, se entregar e acolher o outro.
A paixão dura em média 2 anos em se tratando de neurotransmissores. Nosso cérebro não aguenta essa carga química por tanto tempo. Porém, quando a paixão passar, o que vai ficar? O que vai sustentar uma relação por anos? O psicólogo Marshall Rosenberg estruturou uma forma de comunicação que ele chamou de "não violenta" onde ele cita 4 pontos para se construir o diálogo: 1- se observar interiormente; 2- identificar os sentimentos; 3- perceber as necessidades; 4- realizar o pedido. Também são etapas que você passa colocando o outro como sujeito. Este é um caminho seguro pois aponta para o autoconhecimento, pressuposto de qualquer comunicação legítima.
Essa abertura ao conhecimento mútuo e observação de si e do outro faz com que seja ativado uma parte do nosso cérebro que humaniza as relações: a compaixão e a empatia e desativa outros como a fuga e a luta. O diálogo constrói ponte e derruba muros! Esse é o grande segredo de um matrimônio que perdura.
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