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Hello my friend, como vai você? Aqui quem fala é Vitor, professor de inglês, fundador da Milestone, especialista em tecnologias educacionais e muito mais.

Algumas vezes eu me peguei pensando e se eu não falasse inglês, o que eu faria, talvez para aprender, ou até para me virar em algumas coisas… isso é engraçado para pensar, quase um paradoxo de multiverso, mas vou tentar explicar isso para você.

Vamos partir de um ponto eu não sei falar inglês, então eu ficaria refém de tudo que está em português, tudo o que eu usaria, celular, sites da internet, etc em português, filmes, músicas, etc… Tenho que ser sincero, tá sendo complicado esse exercício, por dois motivos, eu sou altamente criativo e altamente curioso, minha primeira infância, eu não tive vizinhos, estava eu em casa lendo, brincando de lego, ou assistindo televisão, algumas vezes cheguei a viajar com meus pais, e minha avó materna. Numa dessas viagens com a minha avó eu fui para Poços de Caldas, interior de Minas Gerais perto da divisa do Estado de São Paulo.

Eu devia ter uns cinco ou seis anos, e na cidade tinha um tabuleiro de xadrez, assim do tamanho de uma criança, talvez por isso eu me surpreendi tanto. E perguntei para a minha avó na época o que era, ela só me deu um nome Xadrez. Pois bem, passado dois dias, a gente voltou para a casa dos meus pais e eu falei que tinha feito e tinha ficado curioso com o jogo e pedi para minha mãe me ensinar, ela falou que não sabia, mas que eu poderia aprender na Enciclopédia Barsa, que tinha na casa da minha avó. Me lembro com essas palavras: Vitor, a enciclopédia tem 16 livros, Xadrez deve estar no penúltimo livro. Dito e feito, peguei o livro comecei a ler a história, achei muito legal e fui me ensinar, no final de semana seguinte, perguntei pro meu pai se ele toparia jogar comigo, e assim ele o fez.

Comecei a entender de estratégia, de olhar as possibilidades por vários lados, tentar antecipar as coisas em três passos, quando descobri que era pouco eu deveria estar olhando pelo menos nove passos adiante, mas tudo bem, eu não tinha a ambição de ser um jogador profissional, eu nunca me preocupei em ser o melhor, nunca fui competitivo, mas me esforçava em buscar entender melhor como as coisas funcionavam, desmontava as coisas tentava entender muita coisa sozinho, talvez o fato de eu ser tímido quando criança me atrapalhava em me espelhar ou conversar com os outros.

Livros não conversam, só falam, pois e agora, quantas coisas mais poderia haver nesse mundo que se tornava maior a medida que eu crescia, como ver tv a cabo e folhear o jornal mostrava que existia mais coisas lá fora. Quanta coisa eu estava perdendo se não falasse inglês, talvez isso foi o que me motivou mais.

Com um pouco de esforço comecei a juntar palavras, ver o que eu queria aprender, e criar um caminho, uma trilha de aprendizado, com um objetivo aprender mais. Talvez seja isso que eu queira despertar em você que ouviu esse texto, olha só quanta coisa legal existe lá fora, e que não foi traduzida ainda, ou que não seria, quantos livros, filmes, músicas, jogos… Não tem problema não gostar de inglês, mas ignorar o fato que você está perdendo bastante chance de se desenvolver, comece devagar, ponha pequenas vitórias no caminho, as famosas milestones, e tente falar com gente que não fale o mesmo idioma que você, crianças são um ótimo exemplo, se eles não entenderam você pode estar falando errado e eles vão brincar com você sobre isso.

Se você gostou desse texto, curta, comente, o que você faria se não quisesse aprender inglês, ou compartilhe com seus amigos que acham que só falar português seja o suficiente, obrigado, bye bye and see you soon.