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Hello my friend, como vai você? Aqui quem fala é Vitor, professor, fundador da Milestone, especialista em tecnologias educacionais e muito mais…

Se você pegou esse barco andando, e não sabe o que o muito mais se refere não se preocupe, eu vou falar um pouco mais sobre um dos grupos que eu faço parte. Como assim? Tem mais? Bastante! Mas em especial tem um espaço no meu coração.

Tudo começou com uma crise existencial e um pouco de sorte… eu já tinha começado a frequentar aulas do mestrado em engenharia e gestão do conhecimento da universidade federal de Santa Catarina, numa das aulas eu ouço as palavras “aprendizado em pares” eu não tinha entendido direito o que elas seriam juntas, mas guardo ela na cabeça. Eu estava inconformado de na minha cabeça, eu já ter muito conhecimento, um jeito de pensar de engenheiro, isso é baseado em projetos, agora gestão… gestão do conhecimento, como montar aulas, como ensinar, o que eu ia fazer, quem poderia me ajudar…

Pois bem, cheguei até o final de semana, mais cheio de dúvidas do que quando começou a semana, vou fazer o que faço quando tô com a cabeça cheia, fui assistir um filme chamado Aprovados, SPOILER SPOILER SPOILER, se você não assistiu, recomendo que assista o filme, em resumo ele fala de um rapaz que não passa no vestibular americano e pro pai não ficar chateado, ele inventa que foi aprovado no South Harmon Institute of Technology, Instituto de Tecnologia de South Harmon, quem percebeu, as iniciais do instituto em inglês tem outro significado juntas. Hehe, cena aqui, cena ali, o que me chamou a atenção foi um mural onde os alunos escreviam sobre o que podiam ensinar e os mesmo alunos escreviam o que queriam aprender. Aprendizado em pares bateu forte na minha cabeça. Então como sempre acontece quando eu acho um assunto legal, vou procurar, peer-to-peer learning, link aqui link ali, eu acho um link que fala da 42 uma escola de programação que o curso é ensinado assim, ouço falar de uma escola do Canadá que os alunos fazem o contra-turno se ensinando, encontro alguns professores que explicam sobre isso, inclusive um deles, Phil Race, me dá a introdução do livro dele em formato editável. O que eu pensei ser super legal.

A busca continua, e eu me deparo com um handbook com um título curioso, Peeragogy, Peer é Pares, como a gente viu agora a pouco, Pedagogy é Pedagogia em pares. Seria isso um jeito da gente pensar Pedagogia em Pares? Começo a cavar, encontro um grupo no google, tento achar os autores no LinkedIn, a apostila em formato digital fica complicado para ler no computador, eu queria um PDF para poder ler no tablet, enfim, começo a conversar com os autores, uma turma muito legal, e eles me chamam para conhecer melhor o trabalho numa reunião de trabalhos. Confesso que eu fiquei um pouco perdido pela liberdade de aprender e ensinar nas nossas reuniões, mas é justamente isso que deixa os trabalhos tão legais, ao mesmo tempo, me sinto o mais inteligente na sala e o mais ignorante, a gente aprende e a gente ensina todo o tempo. Quer coisa melhor para um nerd que nem eu?! Recentemente me pediram para fazer a tradução do manual para o português, e atrair mais gente falante do português para ajudar, então se você quiser contribuir, me chame, minhas redes sociais estão sempre abertas, curta, compartilhe e comente esse texto, e por hoje é só, bye bye and see you soon!