Ela é a certeza única da vida. Por ironia, a sua oposição. A que lhe nega, lhe anula, lhe dá fim. E, também, a que (sempre!) nos alerta a acordar antes que ela chegue. Nunca estamos preparados para ela. E, por isso mesmo, ela sempre nos surpreende. Nos prega um susto. Desprevenidos e por mais que o discurso diga o contrário, nunca nos conformaremos a ela. Porque, naturalmente, não a queremos. Hoje, um episódio pra quem quiser ouvir. Quem não quiser, já pausa no início. Porque aqui, é um canal gravado nas entranhas da alma, não é um mundo tudo azul, ou tudo rosa, ou seja lá a cor que você escolher pra significar tudo perfeito, nada de errado, vida de comercial de margarina, só sorriso, todo mundo sempre feliz. A gravação de hoje, feita ontem, assim que retornei pra casa, depois de um dia de muito choro por uma perda. Essa da plaquinha do Fim. Que todo mundo sabe que vai passar muitas vezes na vida, até chegar a sua própria plaquinha. Rasgo a alma. Se não quiser, não ouça. Se quiser, entenda. Aqui toda gravação é autêntica de sentimentos realmente vividos. Quem tiver ouvidos que ouça. Quem tiver coração que sinta. Quem tiver alma que prossiga. Se não for pra ser assim, não vem de mim.