A virada do século XIX para o XX foi marcada por intensas transformações sociais e culturais, especialmente nos países-colônia, como Brasil e Argentina. Este cenário, atrelado à miscigenação, propiciou o surgimento de novos ritmos musicais – entre eles o samba, o tango e o maxixe. O tema foi pesquisado por Matheus Topine, autor do livro “Os requebros do maxixe: raça, nacionalidade e disputas culturais no Rio de Janeiro de 1880 a 1915”, publicado pela Editora PUC-Rio e disponível gratuitamente no site da Editora. Esta publicação faz parte da Coleção “História e Cultura”, promovida pelo Programa de Pós-Graduação de História Social da Cultura da PUC-Rio em parceria com a Editora PUC-Rio. Neste episódio do Podcast Som das Ideias, Matheus Topine é entrevistado por seu orientador Leonardo Pereira, e aborda a questão de como o preconceito e a moralidade contribuíram para o desaparecimento do maxixe, uma dança popular e sensual da qual hoje apenas conhecemos o ritmo. Os convidados analisam a transformação do termo “maxixe” ao longo do tempo, que vai para além de um ritmo, de um tipo de dança, e passa a se associar à tensão social vivida na época, no Brasil, e discutem como a música mobiliza a tônica de uma sociedade.
Leonardo Pereira: Professor do departamento de História da PUC-Rio e doutor em História Social pela Universidade Estadual de Campinas.
Matheus Pimentel da Silva Topine: Professor de História, mestre em História Social da Cultura da PUC-Rio, cursa doutorado em acordo de cotutela entre a PUC-Rio e a Escuela Interdisciplinaria de Altos Estudios Sociales da Universidad Nacional de San Martín, na Argentina.