A Bolsa ou a Vida
Vagueiam pelos matos do Catete e Laranjeiras um bando de salteadorazinhas, coradas, faceiras, sedutoras, que atacam todos os viajantes, que pelo trajar indicam ser abastados.
Mal o coitado aparece na extremidade de um dos atalhos infestados pelo gentil bando, as salteadorazinhas ocultam-se, esperam em silêncio que ele se aproxime, e mal o vêm a poucos passos, surgem risonhas e clamam com vozes argentinas, apresentando um papel, e apontando sobre a feliz vítima os bacamartes de uns olhos que matam logo:
-Faz-me o favor de por seu nome nesta subscrição?
-Haverá quem não diga que isso é pior do que – a bolsa ou a vida – dos bandidos masculinos?
Contra estes pode a gente resistir.
Mas vão lá resistir contra elas!
O remédio é pagar e ainda dar-se por muito feliz!