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"A reflexão de quase toda a gente prende-se sempre às nossas pequenas diferenças, sem que, naturalmente, se dê conta da nossa única necessidade (porque a espiritualidade está em dar-se conta dela), por isso nada percebem dessa indigência, dessa estreiteza, que é a perda do eu, perdido não porque se evapore no infinito, mas porque se fecha no finito, e porque em vez dum eu se torna um número, mais um ser humano, mais uma repetição dum eterno zero"

"No luto, é o mundo que se torna pobre e vazio; na melancolia, é o próprio Eu"

"A contemplar as multidões à sua volta, a encher-se com ocupações humanas, a tentar compreender os rumos do mundo, este desesperado esquece-se a si próprio, esquece o seu nome divino, não ousa crer em si próprio e acha demasiado ousado sê-lo e muito mais simples e seguro assemelhar-se aos outros, ser uma imitação servil, um número, confundido no rebanho"

"Ele sabe quem ele perdeu, mas não o que perdeu nesse alguém"

"Não podemos discernir claramente o que se perdeu, e é lícito supor que tampouco o doente pode ver conscientemente o que perdeu"

"Não conseguimos ver o que tanto absorve o doente"

"Trabalho interno que consome seu Eu"

"Acha satisfação no desnudamento de si próprio"

"Ele perdeu o amor-próprio"

"Suas declarações indicam uma perda no próprio Eu"

"Uma parte do Eu se contrapõe à outra"

"Instância crítica aí dissociada do Eu poderia"

Consciência moral nós a incluiremos entre as grandes instituições do Eu, ao lado da censura da consciência e do exame da realidade

"Havia uma escolha de objeto, uma ligação da libido a certa pessoa; por influência de uma real ofensa ou decepção vinda da pessoa amada, ocorreu um abalo nessa relação de objeto"

"A perda do objeto se transformou numa perda do Eu"