O que a histérica quer – digo isto para os que não têm tal vocação, deve haver muitos – é um mestre.
Isto é completamente claro.
A tal ponto, inclusive, que é preciso indagar se a invenção do mestre não partiu daí.
Isto arremataria elegantemente o que estamos tratando.
Ela quer um mestre. É o que está no cantinho acima e a direita, para não nomeá-lo de outro modo. Ela quer que o outro seja um mestre, que saiba muitas e muitas coisas, mas, mesmo assim, que não saiba demais, para que não acredite que ela é o prêmio máximo de todo o seu saber.
Em outras palavras, quer um mestre sobre o qual ela reine.
Ela reina, e ele não governa.
Foi daí que Freud partiu. Ela é a histerica, mas isto não especifica forçocamente um sexo. Desde o momento em que fazem a pergunta – o que quer Fulano?, vocês entram na função do desejo e fazem o significante-mestre sair.