Experimento científico.
A lógica do final foi a mesma lógica do início: prática e objetiva. Foi prática e objetiva no início quando queria para ela aquele engenheiro que via na UFES, que sabia que era casado, que na Proton dizia que não estava com algumas dificuldades no relacionamento, devia já estar preparada se a esposa a procurasse, e tinha resposta pronta na mente.
Também foi prática e objetiva no final quando para despedir o marido, mesmo que escrevendo de modo nervoso, emocionada, porque estaria pondo fim ao que ela também não queri por fim, mesmo assim seguiu adiante porque nesse momento queria já despedir o marido, mesmo que sentisse muito, era o final.
Foi prática e objetiva no início, e prática e objetiva no fim.
Tem os argumentos, ‘agora estou velha, quero cuidar de mim melhor, quero fazer o que nunca pude fazer. Ele é homem, é adulto, tem dinheiro, sabe se virar, pode namorar com outra mais jovem, até essa vantagem os homens têm.
Uma feminista escreveu sobre isso simplesmente assim ‘tem tantas aí na cidade, pode ter duas, três, quatro’
Esse tem sido o pensamento da mulher feminista. Amor virou mercadoria, jogo de interesse, para obter vantagens ‘ele fizeram assim com a genge antes, foi assim que esses homens fizeram com as mulheres antigamente, e agora a mulher pode fazer o mesmo com eles, por que não?’
Esse tem sido critério que este que aqui escreve, o pensamento objetivo, prático e lógico, que ela tem na mente, mas que o marido não sabia, foi pego de surpresa.
É importante escrever esse relatório, é como se fosse um relatório de trabalho. Uma experiência. Uma experiência científica. O relacionamento matrimonial então foi uma experiência científica, útil para a ciência, como um experimento qualquer longitudinal quando passa muitos anos. É aquele que demora muito tempo para se obter dados confiáveis da realidade para então daí escreve um relatório.
Isso aqui é um relatório de trabalho.
Participei de relatório de trabalhos assim na UFES quando fiz psicologia. A UFES fornece um documento que a pessoa entrevistada assina concordando com a estrevista.
O homema apaixonado é um idiota. Ele se entrega àquilo como se fosse a coisa mais mais importante do mundo, que é o que qualquer mulher quer ter. Que mulher que não vai querer um homem apaixonado, dedicado, para ser o funcionário dela? Mas a mulher, feminista, não admite isso externamente. ‘Ele que quis, o idiota, ele se apaixonou por mim, queria me proteger’.
Então, o discurso, tentando convencer de um fato irreal, porque o que ela quer mesmo é aquele que se dedica a ela, a promova, e dê tudo a ela, depois ela despede dizendo que não precisava fazer nada disso.
E os cunhados, parentes, irmãos, amigos, quando escutam escutam essa reclamação, esse disco arranhado, falam ‘procura outra, rapaz, sai dessa, esquece, você fica aí se lamentando, não pega bem, você acaba afugentando as pessoas que gostam de você, deixa ela, não liga para ela não, se ela foi a mãe dos seus filhos durante quarenta anos e você se dedicou a ela, ela não quer mais, esquece, por que você aí ainda remoendo, relembrando, essas coisas tristes? Você é apaixonado demais, não esquece. Procura outra mulher! O amor acabou por acaso acabou para você? Você está curado amor? Vai amar outra mulher. Ela vai te amar melhor do que essa aí que te desprezou’.