“Quando um pobre maníaco tem medo de uma maçaneta de porta, quando outro desmaia perante certa palavra pronunciada, ou perante certa palavra escrita, ou perante certo odor, quem sabe se ele não vê mais do que os outros homens para dentro da alma dessas coisas?”
“O primeiro homem que se libertou, de uma forma obscura e débil, sem dúvida, da sina da bestialidade foi um, e os seus semelhantes macacos eram em grande número; era o seu conceito do mundo inferior ou superior ao dos macacos do qual tinha saído e perante os quais não passava de mais um?”
“Que podemos então dizer acerca dos loucos? Podemos dizer, sem erro, que eles erraram? Podemos afirmar com toda a convicção que estes seres infelizes, pelos seus delírios e pelos seus medos, não estão mais próximos das mais que razões e mais do que causas enraizadas no espírito das coisas?”