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Minha tia crê que tu deves padecer de alguma doença moral — e adivinhou — e fala de curar-te. Não sei se sabes que ela vive na persuasão de que cura todas as enfermidades morais.

Não tivera o mínimo incômodo moral nem físico

Nogueira aproveitou-se da doença política do fazendeiro

Houve um dia em que a poesia brasileira adoeceu do mal byrônico; foi a grande sedução das imaginações juvenis pelo poeta inglês; tudo concorria nele para essa influência dominadora: a originalidade da poesia, a sua doença moral, o prodigioso do seu gênio, o romanesco da sua vida, as noites de Itália, as aventuras de Inglaterra, os amores de Guiccioli, e até a morte na terra de Homero e de Tibulo

— Que doença?
— Eu sei! Adoeceu no dia seguinte ao do baile; veio um médico e a primeira coisa que fez foi obrigá-la a conservar-se de cama.
— Depois?
— Depois, examinou-a e deu não sei que nome à moléstia, mas afirmou que não era aquela a principal.
— Então há outra?
— Há.
— Qual é?
— Diz o médico que é uma doença moral. Lá levaram tempo imenso a consultá-lo. Ela nada disse, isto é, não sei; não sei; não sei; só sei que aquilo é a nossa desgraça, porque, se ela nos morre, é como se nos fosse a vida, a alegria da casa… Adeus, Sr. Eduardo, não posso demorar.