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O ódio é o fundamento do Eu.

O Eu sente ódio porque sabe que não pode fazer o que quer, pois existem as Leis.

O Eu é obrigado a respeitar as Leis, por isso, ele sente ódio.

O Narcisismo do Eu, no amor por si mesmo, é obrigado a se manter reprimido diante das Leis.

O Narcisismo foi o fracasso de Freud na psicanálise.

Que saiu apressadamente para corrigir a teoria em 1914, aos 58 anos de idade.

Machado de Assis, no conto "Viagem à roda de mim mesmo" (1885), mostrou como o garotinho Plácido aprendeu, com o pai, a ser obediente à Lei, embora o tivesses desrespeitado indo de novo roubar frutas no quintal do vizinho.

O Narcisismo não foi um fracasso para Machado, pelo fato de que, desde jovem, Machado desejou se destacar como escritor.

O Narcisismo é o desejo de sucesso pessoal, e é comum, em função do sucesso, correr algum risco infringindo algum tipo de código.

O ódio decorre do medo de cometer infrações: qualquer pessoa gostaria de poder roubar sem ser punido.

Mas a Lei proíbe.

Por isso o ódio.

O ódio está na estrutura do Eu: ele gostaria de roubar, cometer crimes, mas é proibido.