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O pensamento em estado nascente em Machado de Assis

Período de formação de Machado de Assis.

Enquanto Machado não era casado, não tinha em sua companhia essa sarna chamada mulher, de 1860 a 1870, e podia fazer experimentos literários.

É possível que Machado tenha passado a década de 1870 escrevendo Ressurreição (1872), A mão e a Luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1778), românticos abestalhados, para agradar Carolina.

E que tenha mandado Carolina pra merda e entrado no Realismo, com Brás Cubas, com traições, desilusões, sentimento de desordem mental, niilismo, ceticismo, desânimo, vontade de suicidar-se, pelo fato de estar convivendo com uma doença chamada mulher, no caso, sua esposa Carolina.

Sabe-se que, aquilo que faz um escritor virar o diabo é a presença na vida dele de uma mulher.

Na Igreja do Diabo, Carolina era a Sacerdotisa.

Mas Simão Bacamarte superou, virou o Alienista, e se internou na Casa Verde.

A mulher é o diabo na vida de qualquer homem, ela é a grande transformadora, ou o homem se se mata, se torna alcoólatra, ou enlouquece, ou sai matando, inclusive a esposa, ou, então, ele se vira um gênio.

É a uma mulher que faz o gênio sair da garrafa.

Diz o mito que é esfregando a garrafa que dela sai um gênio.

Com certeza o Brasil deve a uma tragédia feminina chamada Carolina o fato de termos em Machado o escritor número Um do Brasil.

“Camilo quis sinceramente fugir, mas já não pôde. Rita, como uma serpente, foi-se acercando dele, envolveu-o todo, fez-lhe estalar os ossos num espasmo, e pingou-lhe o veneno na boca”.

Ele ficou atordoado e subjugado. Vexame, sustos, remorsos, desejos, tudo sentiu de mistura, mas a batalha foi curta e a vitória delirante.

Adeus, escrúpulos! Não tardou que o sapato se acomodasse ao pé, e aí foram ambos, estrada fora, braços dados, pisando folgadamente por cima de ervas e pedregulhos, sem padecer nada mais que algumas saudades, quando estavam ausentes um do outro.

A confiança e estima de Vilela continuavam a ser as mesmas

Uma homenagem à mulher.