Dedicatória à esposa.
Sei que não irá ler, afinal, como disse, “matei você dentro de mim”, não iria ler um livro escrito por uma pessoa que está morta dentro de você, com quem há anos não fala mais, mesmo assim, o livro pode ser útil em sua biblioteca para consulta pelas mulheres do GEM – Grupo de Estudos da Mulher – e demais seguidoras do feminismo, mostrando como uma mulher foi bem-sudedida contra uma sociedade patriarcal.
O livro trata do relato de fatos acontecidos, não implica nenhuma ação na vida real, e é justamente para evitar essa ação que foi escrito conforme O Escritor Terrorista, e é desse mesmo modo que deveria ser lida a obra de Freud, bem como todas as demais obras, conforme Machado de Assis em Teoria do medalhão.
Águas passadas não movem moinho, mas as águas que passaram moveram, e continuam movendo, um moinho na mente do autor que, então, na velhice e na solidão, escreve lembrando-se dessas águas que durante quarenta anos passaram em sua vida.