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Description

Devido ao tipo de texto que eu escrevo, que são fora do padrão, texto imprevisto, eles não entram no dizer corrente, normatizado, a fala da mãe, os modos, a educação, cuidado com isso meu filho, os textos não são didáticos, não são do “Bem”, da “Ordem”, não são educativos não, não são repressivos, eles não são mensagem positiva, religiosa, em conformidade com o agradável, que vai estar dando certo, são textos que vêem falando espontaneamente coisas desagradáveis, que o mundo é difícil, não vai dar certo, é cheio de contradição, na cidade agora parece que tem um bordel para mulheres, parece que o feminismo é isso, textos que falam de João de Deus, que a mulher foi lá voluntariamente, eles não seguem o julgamento de João de Deus...

Esses textos vêem atraindo pessoas que dizem que escutam vozes, vozes impositivas “meu filho, olha o medicamento, você bebeu de novo? Game o dia todo? E os trabalhos escolares? Você não saiu para trabalhar ainda?”, tudo o que é pedagógico, a doutrina do bem, da produção, que o sujeito já está enjoado de estar escutando e não agüenta mais, essas pessoas que estão em estado de “psicose” devido a estar nesse tipo de vida que levam, não suportando mais a pressão, eles se tornam interessados nesses meus textos.

Porque eles abrem. Essas pessoas assim, vêem, se interessam, estão mais abertos aos textos.

Enquanto que os seres corretos, os comuns, os educadores, os que querem reprimir, se incomodam com os textos assim abertos, excluem dos grupos...

Quer dizer, como é fácil detectar a formação da loucura! A Fabricação da loucura!