Minha memória é falha. Peca, se não transformo em palavras, por se perder em meio a tantos devaneios. Tenho metas concretas para alcançar. Preciso me lembrar que sou grande, mesmo que não seja exatamente a altura o meu ponto forte. Não é sorte carregar um mar dentro desses olhos, mas acho que seria azar não carregar. Permito que você mergulhe em mim desde que assuma a sua própria profundeza. A leveza de sentir não é consequência de um corpo que fugiu do conflito. A leveza de sentir me coloca a questionar o porquê sinto aquilo, e agradecer, porque entendo o que posso sentir.
Minhas palavras não carregam fatos ou verdades óbvias. Escrevo propositalmente confuso. Tenho planos de não ser completamente entendida. Somente a Ciência pode criar uma teoria, o que eu invento é afeto. O que eu multiplico, compartilho, faço questão de somar, é afeto.
Para quem se permitir se afetar.