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Se pensarmos no conceito psicanalítico freudiano, o inconsciente trata-se da verdade de uma realidade psíquica, localizado internamente ao sujeito e por vezes desconhecido até ser manipulado. Já no campo da psicanálise existencial de Sartre, o inconsciente é tratado numa condição de contingência. Ambos os conceitos, são entendidos por seus autores por meio de visões distintas, o que provoca reflexões sobre a compreensão do papel do inconsciente. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho é propor uma reflexão do conceito de inconsciente, a partir da ótica Psicanalítica de Freud e existencialista de Sartre, seus pontos de intersecção e divergência. Para tanto, a pesquisa foi realizada a partir de uma revisão bibliográfica e utilizou artigos do Pepsic e Google acadêmico sobre o tema, no idioma português, publicados entre 2016 e 2018. Nesse sentido, a psicanálise freudiana explica o inconsciente como uma força motriz que impulsiona o sujeito. Enquanto na existencial, pode ou não haver inconsciente, desde que não determine as ações humanas. Neste ponto, Sartre evoca a Má-fé como um ato de mentira para si mesmo, encobrindo outras verdades e restringindo a Liberdade. Enquanto, se destina, por vezes ao inconsciente, a responsabilidade de uma escolha, porém, esquecemos que entre motivo e ato existe a Liberdade, a qual somos condenados. Sendo assim, no pensamento existencialista pode haver uma consciência irrefletida e não uma pulsão inconsciente, em que as ações espontâneas não serão aleatórias, mas sim intencionais.
Palavras-chave: INCONSCIENTE; PSICANÁLISE; PSICANÁLISE EXISTENCIAL.