O texto discute a história da noção de "cuidado de si" na filosofia greco-romana antiga, contrastando-a com o preceito mais conhecido de "conhece-te a ti mesmo". Explora como a prática do cuidado de si evoluiu, deixando de ser um ideal para a juventude ou uma elite e tornando-se uma prática para a vida adulta, muitas vezes realizada com a ajuda de diretores de consciência. A análise abrange diversas práticas ascéticas, como o exame de consciência e a leitura, e a relação entre o cuidado de si e a busca da verdade, destacando como esta prática se tornou uma forma de arte de viver que influenciou posteriormente o cristianismo. É feita uma distinção entre o modelo platônico, que integra o cuidado de si e o conhecimento de si, e o modelo helenístico, que privilegia a autonomia do cuidado de si.