Este texto apresenta uma resenha do livro “Bem viver e viver bem: segundo o povo Baniwa no noroeste amazônico brasileiro”, de André Fernando Baniwa, um autor e líder indígena. A obra, organizada por João Jackson Bezerra Vianna e Aline Fonseca Iubel, explora os conceitos de "bem viver" e "viver bem" a partir da perspectiva do povo Baniwa, destacando sua resiliência histórica frente à colonização e suas estratégias para a reconstrução de modos de vida. A resenhista, Nicole Soares Pinto, elogia a obra por sua capacidade de conjugar história, conhecimento ancestral e pragmatismo político, sublinhando a importância da produção intelectual indígena para a desestabilização de cânones acadêmicos e para a formulação de novas perspectivas antropológicas. O livro é apresentado como um diálogo comunitário que, ao mesmo tempo, interpela e responsabiliza os modos de vida não indígenas, enfatizando a relevância dos povos indígenas para qualquer futuro possível.