Este documento é um fragmento revisado de uma tese de doutorado focada nas autobiogeografias de mulheres indígenas, com ênfase particular na obra de Terese Marie Mailhot, "Heart Berries: A Memoir (2018)". A autora explora como Mailhot, de ascendência Nlaka’pamux, re(ins)creve sua identidade e navega por traumas pessoais e transgeracionais impostos pelo projeto colonial. O texto argumenta que a reescrita de histórias e a revisão de cartografias são atos de resistência decolonial, desafiando narrativas históricas hegemônicas. A importância da língua indígena e das tradições orais é destacada como ferramenta de cura e criação de novos mundos, contrapondo-se aos silenciamentos e distorções coloniais. O conceito de "lugar de fala" é abordado, enfatizando a necessidade de espaços de escuta para as vozes indígenas.