A escola é o lugar onde a educomunicação se promove, com a inserção de
obras comunicacionais no âmbito da educação. Entretanto, como já pontua
Orozco Goméz (2014), há sempre uma briga da escola com os meios de
comunicação. Isso porque a escola pretende ter o monopólio da educação, o que
já não é mais verdade desde o início do século XX, com a popularização dos
meios de comunicação.
Ora, as crianças e jovens atualmente – quer professores aceitem isso ou
não – aprendem muito mais por conta dos videogames, programas de televisão e
redes sociais, por exemplo, do que nas salas de aula, que, infelizmente, muitas
vezes são monótonas e com metodologias do século XVII, como os ditados ou o
“encher a lousa para copiar”. A escola, de acordo com Jacquinot-Delaunay (2011),
não mudou o suficiente para entender a forma como os jovens entendem e se
relacionam com o mundo que os cerca.
Isso se revela ainda pior quando pensamos que, em muitos casos, a escola
se nega a compreender. Professores, coordenadores, diretores e até mesmo
governos estaduais em vários momentos se negam a colocar a escola na vida
cotidiana de seus alunos. Assim, esta vai ficando cada vez mais defasada, e a
sociedade sempre a olha pelo retrovisor, ou seja, ela está sempre atrás, sempre
defasada.