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A relatora da CPMI das Fake News, Lídice da Mata (PSB-BA), está no episódio #30 do Política ao Quadrado. A deputada contou sobre sua trajetória pioneira como mulher atuante para a composição de forças progressistas na Bahia, desde o período da redemocratização, e também avaliou o atual contexto de conjuntura política nacional, com o progressivo retorno dos trabalhos das comissões de inquérito.

Atualmente a única comissão em funcionamento no Senado Federal é a CPI da Covid, conforme esclareceu a deputada. Durante a pandemia, a comissão da qual é relatora foi suspensa, já que depende dos trabalhos técnicos e de assessoramento do Senado. Na Câmara, Lídice informou que os trabalhos das comissões começaram a ser retomados neste ano. E agora a CPMI das Fake News deve fornecer apoio técnico à CPI da Covid.

Criada a princípio para investigar crimes contra crianças e adolescentes na internet, a deputada falou sobre as mudanças pelas quais passaram a CPMI das Fake News, que também lançou seu olhar para o fenômeno das notícias falsas nas eleições de 2018 e o ataque às instituições democráticas. Ao revelar os antagonismos sofridos na criação da comissão, ela lembra que mesmo a imprensa via com desconfiança suas intenções, julgando ser uma busca do PT para o 3º turno eleitoral. 

Lançada ainda em momento de euforia bolsonarista, com a vitória recente nas urnas, os trabalhos da comissão atingiam diretamente os métodos usados pelo governo. “Se vocês veem agora, na CPI da Covid, este ambiente de luta, imagine aquele (com o governo mais forte)”. Enquanto naquele período ainda existia um discurso de contestação às “fake news”, hoje Lídice avalia que ninguém mais pode negar a existência desse fenômeno no Brasil, onde há uma pandemia de notícias falsas paralelamente à pandemia do coronavírus.

No episódio, Lídice ainda mostrou que a desinformação não é um fenômeno exclusivo da atualidade. A deputada lembrou a guerra de notícias durante o período em que esteve à frente da prefeitura de Salvador, de 1993 a 1996. Na Bahia, o problema era agravado pela concentração de poder político e monopólio de grandes veículos de comunicação nas mãos da família do ex-governador do estado Antônio Carlos Magalhães. Atualmente, ela avalia que o uso de ferramentas digitais fazem com que as mentiras, calúnias e campanhas de ódio cheguem a todos com uma velocidade maior, inviabilizando o direito de resposta a tempo e, por isso, o crime deve ser olhado de outra forma.

Quem faz o quadrado? O Política ao Quadrado é o podcast de primeira que vai ao ar toda segunda. A produção independente tem apresentação de Lívia Carolina e Caio Barros, técnica e vídeo por Kauê Pinto, edição e mixagem de Brunno Rossetti e produção de Germano Neto. 

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