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Por Marco Antonio Peres

Sou leitor assíduo da Folha de São Paulo, principalmente quando os assuntos são economia e política Um dia que tinha um pouco mais de tempo fui ler a página “ciência”, devo esclarecer que este meu dia estava em seu final.

O título era chamativo: “Equipe cria ‘tijolos primordiais’ da vida”. O subtítulo era sugestivo: Experimento dos EUA mostra que molécula prima do DNA, que contém os genes, pode ter surgido “do nada”.

Explicava o artigo que, cientistas da Universidade da Califórnia, em San Diego, conseguiram reconstruir reações que teriam originado a primeira molécula “viva” na Terra. Eles conseguiram imitar o ambiente necessário para a formação dos ingredientes do RNA (ácido ribonucléico), uma molécula “prima” do DNA (ácido desoxirribonucléico), que contem os genes.

O experimento sugere que o RNA pode de fato ter sido a primeira molécula vital - molécula que tem a capacidade de se duplicar - explicam os cientistas que a capacidade de duplicação, presentes em todos os seres vivos, é o que define o termo “vida”.

Os cientistas esclareciam que conseguiram produzir em laboratório dois dos quatros “tijolos” que formam a molécula do RNA: a citosina e a uracila (0s outros dois são guanina e timina). Existia a teoria, faltava à prova da possibilidade de formação a partir de substâncias simples, existentes há 4 bilhões de anos. Provaram os cientistas a possibilidade de surgir os dois “tijolos” - citosina e uracila - a partir de uma solução de uréia concentrada. Acredita-se que a uréia estivesse presente em grande quantidade em vários ambientes terrestres, como em lagoas em evaporação.

Registrava o artigo que a citosina produzida no experimento foi suficiente, para os cientistas, provarem o surgimento da uracila; através de uma reação chamada hidrólise (em que a água “quebra” uma molécula em outras menores).

Um dos cientistas, Stanley Miller, o outro foi Michael Robertson, foi um dos primeiros pesquisadores a propor que as condições existentes na atmosfera da Terra eram propícias à formação de moléculas orgânicas (que contêm carbono, presentes nos seres vivos).

Como afirmei esta minha leitura estava se passando no final do dia, próximo a meia noite, e adormeci.

Sonhei que estava sonhando. Neste sonho localizei um lugar maravilhoso, sentei-me de pernas relaxadas e saboreei a euforia de meu ser. O dia estava brilhante, sol vivo e o céu limpo. Ali sentado, impressionou-me a proximidade de tudo: chão, árvores, rochas, nuvens, etc. Na ilusão, estiquei um dos meus braços ao céu, percebi uma coisa diferente na maneira como sentia meu corpo. Meu braço deslizava para cima, e levava meu corpo a deslizar pelo espaço. Era leveza total.