A LDO que foi enviada para a sanção nessa segunda-feira prevê uma regra bem generosa para o cálculo do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o chamado Fundo Eleitoral. Criado em 2017 com o fim do financiamento privado de campanha, ele deveria ser referenciado pelo valor da renúncia das propagandas de rádio e TV, que também acabaram.
Uma das questões importantes que está por trás do debate é o debate sobre qual seria a melhor forma de financiar o processo eleitoral. Se o modelo é o financiamento público, quais deveriam ser os limites e os parâmetros para não tornar a eleição uma despesa desproporcional? Num país onde falta dinheiro até para o Censo, é razoável falar em um fundo de 5,7 bilhões para financiar o processo eleitoral?
Ainda que o valor real seja o de 4 bilhões de reais, como tem sido negociado, ele é mais do que o dobro do fundo real, ou seja: um aumento bem acima da inflação da do período.
O financiamento público de campanha também impõe outra questão: o uso racional dos recursos. Será que os partidos estão prontos para encarar essa realidade?
Esses são alguns pontos que o episódio da semana aborda. Vamos nessa.
Participaram:
Mariana Capelo - jornalista
Luiz Eudásio - linguista
Antônio Abdias - bacharel em ciência política
Você ouviu:
Evidências - Chitãozinho e Xororó.
As vinhetas são do músico Dante Accioly.