Auta de Souza (Nasceu em Macaíba, 12 de setembro de 1876 — Desencarnou em Natal, 7 de fevereiro de 1901) foi uma poetisa brasileira da segunda geração romântica (ultrarromântica, byroniana ou Mal do Século), autora de Horto. Escrevia poemas românticos com alguma influência simbolista, e de alto valor estético. Segundo Luís da Câmara Cascudo, é "a maior poetisa mística do Brasil".
Filha de Elói Castriciano de Souza e Henriqueta Leopoldina Rodrigues e irmã dos políticos norte-rio-grandenses Elói de Sousa e Henrique Castriciano. Ficou órfã aos três anos, com a morte de sua mãe por tuberculose, e no ano seguinte perdeu também o pai, pela mesma doença. Sua mãe morreu aos 27 anos e seu pai aos 38 anos.
Durante a infância, foi criada por sua avó materna, Silvina Maria da Conceição de Paula Rodrigues, conhecida como Dindinha, em uma chácara no Recife, onde foi alfabetizada por professores particulares. Sua avó, embora analfabeta, conseguiu proporcionar boa educação aos netos.
Poemas póstumos:
Em 2008, a Federação Espírita Brasileira listou treze instituições espíritas (centros, núcleos, recantos, sociedades, fraternidades e uma fundação) em oito estados brasileiros que adotavam o nome da poetisa potiguar. Em 3 de março de 1953, foi criada em São Paulo, Por Nympho de Paulo Corrêa a Campanha de Fraternidade, que mais tarde se tornou Campanha de Fraternidade Auta de Souza, que acontece em centenas de centros espíritas em todo o pais e no exterior. O espiritismo se atentou muito à vida de Auta de Sousa, Chico Xavier, através da psicografia, escreveu sonetos atribuídos ao Espírito da poetisa.
Áudio retirado do canal Paulo Oliveira - Expositor e Palestrante Espírita no Youtube, palestra em sua homenagem realizada no dia 27/06/2021. Equipe de Pesquisa: Clarice Akamine, Mônica Abrahão, Nilsa Martins Messano, Vanessa Féra e Vitória Dib. Edição e divulgação: Dinalva Viana, Erika Rocha e Rogério Andriska.