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Description

não se engane, não pensei em alguém.... mas em mim mesma.

não consigo esquecer o olhar que via no espelho e que hoje não consigo reconhecerbe tão pouco esquecer.

percebo o quanto mudei, o quanto me transformei ou até mesmo transmutei.

não tenho a beleza que se esperas sei que entrego um belo muito além do que se enxerga

lembrei da música boehmian rapsody, onde os primeiros versos eh uma confissão de homicídio... e teorias existem de que foi uma versão de si mesmo que morreu naquela noite.

li esse texto e me veio minha criança interior, minha versao jovem esperançosa e sonhadora, vi os olhos castanhos da minha versão adulta já calejada mas insistindo em acreditar em algo melhor, maior... algo além.

me arrumo transviado de confiança... mas de fato quando preciso minha auto estima não eh encontrada.

difícil desvincular o ser do aparentar... afinal tudo gira em torno do que perforamos para o mundo, não necessariamente o que somos de fato.

e olhar nos meus próprios olhos no espelho e perceber que ainda vivo em cativeiro.... é algo inefável.

texto de @cafecompoesia

musica como seria? de Genaro magri