Por Carolina Julião
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O radialista Marcos Niemeyer conta de forma descontraída fato no qual foi um dos protagonistas em meados da década de 1970, no Rio de Janeiro. O caso se passa em Madureira, bairro popular da Zona Norte carioca. Marcos, que na época era locutor de cabine da TV Globo, Canal 4, encontrou naquele subúrbio um amigo cinegrafista que também atuava na emissora do Jardim Botânico.
Enquanto proseavam sobre o dia a dia, eles avistaram um brechó do outro lado da rua. Foram, então, até a loja à procura de raridades. Para surpresa de ambos, acabaram confundidos pela dona do estabelecimento como dois "foras das lei". É que eles usavam cabelo "black power", muito comum naquela época, mas uma moda discriminada pelos mais "puritanos". Diante da situação, tiveram que mostrar o crachá da empresa.
Achando que os documentos eram falsos, a mulher — uma mineira de Caratinga, terra de Ziraldo, Agnaldo Timóteo e Ruy Castro —, só se convenceu que os forasteiros falavam a verdade depois que Marcos Niemeyer fez uma locução de cabine "ao vivo e a cores", em pleno brechó de Madureira.